Esta formação, constituída de dois pifes, caixa e
zabumba, ultimamente vem sendo acrescida de um instrumentista tocando pratos.
É provável que a integração destes instrumentos
junto dos tambores se deva a influências recebidas através
das bandas de músicas ou trios que tocam o baião de rádio.
Segundo o escritor cratense José de Figueiredo Filho as bandas cabaçais,
tiveram origem em meio dos escravos africanos. Apesar da pouca contribuição
do negro na formação do Cariri, seus costumes, que perduram
no Brasil, muito mais do que os dos ameríndios, vieram-nos através
da imigração da Bahia ou de Pernambuco.
O Cariri o habitat principal das bandas cabaçais possuem repertório
variado, onde se encontram peças características tradicionais
e outras da núsica popular urbana, que aprendem de ouvido através
do rádio ou da radiadora.
Entre inúmeras bandas existentes na região do Cariri a banda
cabaçal dos Irmãos Anicetos é
a mais importante do folclore cratense.
Seus instrumentos são confeccionados por eles próprios, artesanalmente,
utilizando tronco de árvores, tabocas e pele de bode ou de carneiro.
A maioria das composições são de autoria dos próprios
componentes da banda, ao mesmo tempo que tocam seus instrumentos e dançam
de acordo com o ritmo.